Dra. Marianna Coimbra
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Por que a cannabis medicinal pode ajudar na dor crônica?

Dra. Marianna Coimbra
Publicado por Dra. Marianna Coimbra
Médica — CRM 12110 MS · 12 de março de 2026
Planta de cannabis vista de baixo contra o céu

A dor crônica é aquela que persiste por mais de três meses e deixa de funcionar como um alarme útil do corpo. Ela passa a ser, em si, a doença — alterando sono, humor, disposição e a forma como o sistema nervoso interpreta os estímulos.

O sistema endocanabinoide e a percepção da dor

Todo ser humano possui uma rede de receptores chamada sistema endocanabinoide, distribuída no cérebro, na medula espinhal, nos nervos periféricos e nas células de defesa. Essa rede participa da regulação da dor, da inflamação, do sono e do apetite. Os fitocanabinoides atuam modulando essa mesma rede, o que explica por que a resposta clínica costuma ser ampla e não apenas analgésica.

Por que a dor crônica exige outra abordagem

Quando a dor se mantém por muito tempo, o sistema nervoso passa a amplificar estímulos que antes seriam inofensivos. Tratar apenas o local da lesão deixa de ser suficiente: é preciso olhar também para sono, humor, inflamação e rotina. É nesse ponto que uma abordagem integrativa costuma fazer diferença.

O objetivo não é apenas reduzir a dor no papel, mas devolver ao paciente as atividades que a dor tirou dele.

Para quem a terapia costuma ser considerada

  • Dores refratárias que não respondem bem aos analgésicos convencionais.
  • Neuropatias, fibromialgia, artrose e dor associada à endometriose.
  • Pacientes que buscam reduzir efeitos colaterais de medicações de uso prolongado.

O tratamento é iniciado com doses baixas e ajustado gradualmente, sempre com retornos programados. Nenhuma medicação em uso é suspensa por conta própria: as reduções, quando indicadas, acontecem de forma lenta e supervisionada. A indicação depende de avaliação individual — este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.

Conteúdo de caráter informativo. A indicação depende de avaliação médica individual e este texto não substitui a consulta.

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